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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Corre Jamor 2015. Como foi...

Boas!


O Môr ontem lá foi à prova e foi assim:


Num belo dia para correr, solarengo e com uma temperatura amena,  fui matar saudades da zona olímpica :) , na 6ª edição do Corre Jamor.
Cheguei cedo pois não tive oportunidade de levantar o dorsal da prova nos dias anteriores e tive que o fazer antes da prova. Eram 09h00 e já por ali andava a vaguear... e a prova só começava às 10h30! Felizmente tive o apoio e companhia da esposa e o tempo de espera passou mais depressa.
Da malta minha conhecida e que anda nestas andanças, só vinha o Simões, que anda a experimentar outros terrenos que não os de estrada e parece que gostou disto: " a distância até se faz melhor!", dizia ele!
Também apareceu o "Limpaneves". O Frederico "Froids" é um companheiro de BTT de longa data e também ele se estreou a competir na terra... a correr, pois na BTT tem mais quilómetros que eu nas duas modalidades... Diz que gostou e vou esperar ansiosamente para ler a crónica desta prova no seu blog!


O ambiente estava animado na Praça da Maratona, com os participantes da caminhada de 3 km e da prova dos 10 km a serem incentivados pelos speakers e pela malta das aeróbicas, que puseram todos aos pulos! E foi com essa boa disposição geral que todos entraram na velhinha pista de tartan do Jamor, para a zona de partida onde se realiza a prova dos 200 metros. Coloquei-me bem na partida e este é um procedimento que estou a tentar não falhar... pois partir bem faz toda a diferença!


Estivemos ali poucos minutos... 3 ou 4... até que se iniciasse a prova, para logo cumprir uma volta à pista e sair desvairado para a estrada em direção à zona das piscinas. Nessa parte inicial, a descer,  é fácil embalar para um andamento rápido e no meu caso embalei demais, pois ia ouvindo alguns comentários do tipo: "vamos a média de 3:55"... o que me alertou para refrear um pouco o ritmo, que esta não é uma prova rápida...
Cumprido o percurso da zona baixa do Vale do Jamor, era altura de subir novamente para a zona do estádio, passando pela 1ª subida em terra batida, que já é uma velha conhecida de outras ocasiões, pois é sempre percorrida no Corre Jamor e no Duatlo do Jamor. E custa sempre...


Voltando à estaca zero de altimetria, entrámos na mata das imediações do estádio, a subir pela sua esquerda e aí fizemos uma série de ziguezagues pelos trilhos e caminhos com algumas subidas e descidas. Aos 6 km comecei a acusar algum cansaço, e apesar de me ter treinado para este tipo de terreno, só me sentia confortável no plano, onde facilmente impunha um ritmo mais rápido, o que não acontecia nas subidas, onde me doíam os músculos das coxas e ia-me abaixo. Todavia, não devia ser só a mim que doía, pois os "companheiros de luta" que ora me ultrapassavam, ora eram ultrapassados, também não se distanciavam daquela zona do pelotão.
O terreno da mata estava na sua maioria seco, bom para correr, e só o notei mais escorregadio em uma ou duas zonas mais escondidas do Sol, na parte de trás do estádio. Devido ao orvalho matinal,  algumas zonas empedradas também estavam escorregadias, sendo no entanto bem assinaladas pelos elementos da organização.
Perto do final, cerca do 9º km, passámos pela zona superior do estádio e pela tribuna presidencial, onde se tem uma vista abrangente de toda a zona do evento e da meta, na pista de tartan. Também já se ouviam os speakers, que iam identificando os participantes na meta pelo nome do dorsal!
A partir dali já só seria praticamente a descer e o ânimo aumentou, tal como as forças para acabar a prova!
Na entrada da Praça da Maratona sentimos o apoio do público e isso ajuda bastante. Se as pessoas soubessem como ajuda, acho que batiam mais palmas...
Fiz a última volta à pista e lá terminei a prova cheio de glória, com direito a  que o speaker dissesse o meu nome e tudo! :)
O que o speaker não sabia, era que aqui o menino estava todo partido! :)


Fiquei em 105º lugar, com 45:20 para os 10 km percorridos.
Terminaram a prova cerca de 1400 atletas!


Esta é uma prova a repetir! Gosto do percurso, do local e da organização!


Hasta

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Corre já môr...

Boas!


E depois da Meia do Rock o que vislumbro no horizonte? O Corre Jamor 2015!
É já daqui a duas semanas, mais coisa menos coisa.


E que expectativas tenho para esta prova?
-Melhorar o ritmo!
Foi uma das primeiras provas deste meu regresso à modalidade e como o percurso deve ser mais ou menos o mesmo, quero melhorar a média ao km nesta prova que foi de 4:32, na prova de 9 km, em 2012.
A prova agora é de 10 km, mas não será naquele sobe e desce que irei bater o meu recorde, por isso os recordes estão fora de questão!
Três anos depois, vamos ver como se porta aqui o velhote!


Gostei muito da prova em 2012, principalmente do percurso, que varia entre estrada, trilhos e terra batida, entre a vegetação e mata do Jamor, com alguns sobe e desces para aumentar a dificuldade.
O ambiente do Jamor também é uma saborosa visita ao passado, pois ali participei em algumas provas de corta-mato e de pista... nos meus tempos áureos...!


Depois de recuperar da Meia Maratona, voltei à normalidade e os treinos têm corrido bem, alternando a estrada e o mato, mas agora que a hora mudou fica mais difícil treinar no mato, pois como treino ao final da tarde, a escuridão não o permite, por causa do bicho-papão!


Este fim de semana devo ter um treino muito especial... e se se confirmar, depois conto como foi!
Estou em pulgas!

Hasta

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Meia-Maratona Rock n' Roll 2015



Boas!
Para uma participação de última hora... isto até nem me correu mal: 1:40:05 (chip) para percorrer os 21.097,5 metros.
Foi muito perto da marca que eu apontava em privado aos amigos, que me perguntavam sobre o que esperava desta prova. Falhei por 5 segundos! Prometo que na próxima vou tentar estar mais concentrado! Mas esses 5 segundos a mais talvez se devam ao facto de nos abastecimentos eu ter bebido parado os copinhos de powerade, para não me lambuzar e ficar todo pegajoso! Desta forma não corria o risco de ficar com insetos presos na cara e pescoço, tal como os automóveis quando fazem viagem mais longas...
Mas pronto... falhei por 5 segundos, mas apesar disso é a minha 2ª marca na distância e fico muito satisfeito por isso!
Mas eu disse na próxima?... Não acredito! Ainda ontem disse que não faria mais provas destas... enfim!


Mas nem tudo foram rosas...
De manhã, ao acordar, o cenário estava literalmente negro e assustador!
Acordei às 06h15, ainda de noite, ao mesmo tempo em que o São Pedro mandava cá para baixo tudo o que tinha à mão... chuva, vento e trovoada! Folhas e ramos pelo chão, caixotes do lixo tombados... uma desordem na minha zona! Não há de ser nada! Vou na mesma! :)
Tentei sair de fininho de casa, mas a esposa acordou e, preocupada com o tempo, ainda me apareceu com um casaco impermeável na mão, para eu levar! "Obrigado, mas deixa lá isso,  não me vai servir para nada, pois já tenho a minha poncha artesanal preparada.  Levo um saco do lixo preto, com uns buracos para a cabeça e braços, que  vai servir perfeitamente. Depois é só colocar no lixo antes da prova, pois vou correr de t-shirt! Vai dormir, é cedo!".
Já se habituou a estas coisas... já nem questiona nada! :)


A caminho da prova, na A2  a caminho da ponte 25 de Abril, cai uma carga de água brutal, de tal modo que alguns carros à frente abrandaram por falta de visibilidade! Xiça! Nessa altura, quando já eu me questionava porque é que ia a esta prova, sabendo das condições que me esperavam, tocava no cantante do carro o tema "Why" da Annie Lennox! ehehehe  há coisas que parecem planeadas... vou contar este episódio no blog, pensei eu!
Mas realmente, Why? Porque é que um gajo se mete nestas andanças com este tempo? Ainda por cima num tipo de prova que eu nem aprecio muito... Porque é que se sai da cama cedo e com estas condições atmosféricas, a adivinhar que vai apanhar uma molha brutal na prova... e mesmo assim vai?
A resposta dava pano para mangas...


Chegado ao Parque da Nações e após uma calmaria, começa de novo a chover! Mau...
"Isto não há volta a dar, pensei eu!" Já me visualizava na prova todo molhado, a correr com os pés ensopados, mamilos assados, enfim...
Aproximei-me dos transferes da organização e estranhamente estavam 4 autocarros em fila, à espera de encher de participantes, mas a malta com receio de ir para a ponte apanhar com a chuva, estava a adiar a ida para a Ponte Vasco da Gama e os autocarros não partiam! Foi nessa altura que também recebi a informação que a organização estava a dar ponchas de plástico a todos os participantes. Boa! A minha poncha fashion foi logo despachada!


Chegado à Ponte Vasco da Gama, já não chovia e havia apenas algum vento. Fixe! Usei a poncha até 5 minutos antes da partida e deu muito jeito para proteger do frio! Durante a manhã não choveu mais... quem diria hein?
Como fui dos primeiros a chegar, desta vez consegui ficar colocado a uns 5 (cinco) metros da linha de partida! Que luxo! Graças a esse posicionamento, a minha partida foi logo a correr, sem ziguezagues nem acelerações e travagens. O único senão disto foi ter que ficar cerca de 1h15 à espera da partida... sentado, em pé, sentado, em pé... mas vale a pena para quem quer arrancar bem!
Ao sair da ponte e ao olhar para trás, via-se o tabuleiro cheio de atletas, com alguns ainda a partir lá atrás, onde eu costumo ir...


Com uma partida à vontadinha, a soltura era à vontade do freguês e o cuidado a ter era o de impor um ritmo adequado à forma atual, o que após os primeiros 2 kms, foi conseguido, com o cuidado de não deixar acelerar muito, para não sofrer no final. Consegui manter o ritmo à volta dos 4:45 ao km, com uns kms mais rápidos, outros menos e fui aproveitando todas as águas, bebidas isotónicas, géis que levei e mais o que a organização deu, para ajudar à causa.


A prova é praticamente plana e boa para manter o ritmo, mas este ano o percurso passou por cima do viaduto na zona de Xabregas, obrigando a uma subida que quebra o andamento. Nos últimos 3 km do percurso senti alguma dificuldade em manter o ritmo e estava quase a quebrar, pois já ia bastante cansado, mas com o apoio do público no final, o ânimo subiu e fui buscar algumas forças que estavam escondidas para acabar a prova. A parte final do percurso engana, pois quando entramos no Parque das Nações e julgamos estar a chegar à meta, ainda damos ali umas voltas ao quarteirão durante cerca de 1 km, que nos fazem penar um bocadinho. Vi alguns casos de malta que pensava estar próximo da meta e deram o sprint final, mas não "era já ali" e voltei a passa-los.
Durante toda a prova quase não olhei para o cronómetro, nem fiz contas se iria para determinado tempo e só no final é que reparei que iria cumprir a 1h40 que tinha fixado para mim mesmo.
Cortei a meta e mais uma vez pensei " Não volto a fazer meias maratonas. Isto não faz o meu estilo e é muito desgastante! Para quê isto tudo, todo este cansaço? Tens 47 anos pá! Não há necessidade... "
Mas na próxima será melhor!
Xiça, lá estou eu outra vez...


Hasta












segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Give me five na Rock n' Roll!

Dá cá mais cinco!
Esse é o gesto que eu espero fazer no final da Meia Maratona Rock n' Roll do próximo domingo!


E é o número cinco, pois será a 5ª meia em que participo. Uma mão cheia! Ena pá, já tenho histórias para contar aos netos! Eu que dizia que a Meia Maratona e a Maratona eram provas para malucos! Pois é... há aí uns ditados populares que se aplicariam a esta situação!


As outras foram:
2013 - Meia EDP - 1:48:45
2013 - Meia Descobrimentos - 1:34:15
2014 - Meia Almada - 1:40:50
2015 - Meia EDP - 1:48:16


Cada uma tem uma história, resumida:


2013, Meia EDP - A estreia numa prova desta distância! Para tirar dúvidas...
2013 -Meia Descobrimentos - O brilharete, com a ajuda do Ricardo.
2014 e 2015 -  As meias do "estouro", graças ao calor! O estouro de 2015 foi ainda maior...


Para este desafio inesperado até há 10 dias atrás, o menino passou a treinar-se com afinco, e julga-se preparado (ah ah ah ah ah... esta foi muito boa) para esta prova e com a experiência das outras provas, vai tentar ter cabecinha e controlar o ritmo (ah ah ah ah ah esta ainda foi melhor).


Últimos treinos mais relevantes:


27/9 - 15 km, ritmo  5:02
Foi no Trail do Pinhão. Pois é... foi uma prova que considero um treino longo, e correr na areia solta foi ótimo para os treinos seguintes.


1/10 - 10,3 km em 51:46, ritmo médio 5:01


4/10 - 14.9 km em 1:17:56, ritmo médio 5:12


7/10 - 9 km em 43:00 ritmo médio 4:43


11/10 - 12,4 km em 1:01:15 ritmo médio 4:55


Pelo meio houve uns treinos mais levezinhos... só para o esqueleto mexer e manter!
E é isto! A moral está em alta, só falta o resto!

Como diria o Adolfo Luxúria Canibal... vai ser "Sempre a rock n' rolar"!


Hasta



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rescaldo do 1º Trail do Pinhão - 2015



Boas!


No título desta mensagem fiz questão de referir que é a primeira edição e colocar a data, na esperança que esta prova seja a primeira de muitas. Foi uma boa iniciativa a de aproveitar aquele pinhal imenso para realizar esta prova de corta-mato ou Trail, traduzindo para português :)
Desde já envio os parabéns à organização, do Clube Águias Unidas e Mundo da Corrida. Faço um único reparo às fitas de marcação, que por serem amarelas se confundiam com a vegetação, que nesta altura do ano já está mais amarelada e ainda com as flores, também amarelas. Talvez  fosse melhor umas fitas vermelhas, para pitosgas como eu?




O Barbas...
Montado na minha BTT já ali tinha passado muitas vezes e os caminhos não foram por isso novidade, adivinhando mais ou menos o percurso dos 15 km com antecedência. Já sabia que iria apanhar alguns estradões e alguma areia fina tipo praia, ainda para mais nesta altura do ano, quando está tudo seco e solto. Também sabia de antemão que apesar de a zona ser praticamente plana, existem alguns pequenos vales e daí se adivinhavam algumas sobes e desces para quebrar o ritmo.
Foram organizadas duas provas de corrida, sendo uma de 35 km e outra de 15 km em que me inscrevi e foi ainda realizada uma caminhada.


A partida para os 35 km
Dada a partida, às 09h15 e após 100 metros de piso muçulmano al-catran, logo entrámos na mata para aí cumprir o percurso. Sendo uma prova de 15 km, resguardei-me no início (finalmente a cabeça começa a ter juízo), pois habitualmente faço provas mais curtas e 15 km... é quase uma meia-maratona, com a dificuldade acrescida de correr no mato. Andamentos vivos, nem pensar! Posicionei-me no meio da corrida e fui passando... passando... passando e só me lembro de ter sido ultrapassado por dois atletas.
A preparação para esta prova não foi a melhor, mas senti-me bem até aos 12...13 km, altura em que acusei algum cansaço e  impus a mim próprio um ritmo confortável para acabar sem sofrer e ir combatendo com a areia solta, que ia causando algum cansaço extra e me castigou as pernas.
Havia muita areia! Calculo por alto que aproximadamente 15 a 20 % do percurso era areia mais solta. Era como correr nas dunas da praia e era difícil manter um ritmo, com os pés sempre a quererem entortar as pernas. Aqueles corta-fogos vão ficar na minha memória! O resto do percurso que não era tão solto, também estava bastante mastigado! Os estradões de terra batida sabiam que nem ginjas para descansar e aplicar um ritmo mais forte.
O dia estava quente e embora a prova começasse cedo, depressa aqueceu, não fosse esta prova realizada no deserto do Mário Lino. As sombras dos pinheiros ia sendo estrategicamente aproveitadas para não aquecer tanto a máquina e no final a areia já nem fazia tanta confusão, pois "fazia parte", mas quando pisei os últimos 100 metros de alcatrão antes da meta, foi uma alegria! :)












Umas recordações originais da prova para os primeiros classificados. 
Bah... tenho lá muitos em casa... dão umas belas acendalhas! :)

No final cortei a meta com o tempo de 1:15:33  para os 15,1 km do percurso, que dá uma média de 5:00 min/km. Classificação: 28º entre 123 participantes. 
Resultados afixados 15 minutos despois da prova e atualizados assim que os participantes iam chegando e a folha enchia. Muito bem!

Gostei da prova, que foi um bom desafio físico e se houver mais edições, espero participar.


Ah... estreei em prova a minha última aquisição, uns Salomon Speedcross III, que foram fundamentais para ter "grip" em algumas situações mais pedregosas, a subir e descer e a transpor a areia solta! São bastante confortáveis e estáveis e têm um sistema de atacador original e eficaz. Dizem que são muito bons para a lama e eu estou ansioso de os sujar!


Classificação Geral


Hasta
 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Seixal Night Run 2015 . Rescaldo

Boas!
Mais vale tarde que nunca, por isso cá estou eu a descrever como foi a prova da passada sexta-feira!

Desta vez, por ser perto de casa, iria ter apoio da família! Mulher e filhos! Até tem outro sabor a prova e... outra motivação! Um gajo tem de mostrar para que é que sai de casa para ir treinar durante a semana! Mostrar serviço! :)

Chegados à baía do Seixal, logo nos deparámos com aquela maravilhosa baía e com o ambiente montado. As ruas estreitas do Seixal favorecem a aglomeração do público, que puxam pelos atletas na com entusiasmos. Os escalões mais jovens já corriam e serviram para aguçar a vontade de ir correr.
A noite estava amena, boa para correr e pessoalmente, sentia-me bem, apesar dos poucos treinos específicos que tenho realizado.
Aquecimento feito... e lá está o personagem na partida... muito atrás... para variar! tenho de começar a ser mais expedito nesta matéria...
Começa a prova e pelas ruas estreitas, cheias de atletas, não consigo progredir. Ia lento e só ao fim de 700/800 metros arranjo espaço para começar a soltar o andamento. Eh pá... e sentia-me mesmo bem a soltar a franga! eheheh... Fui acelerando, acelerando e passando...  e passando! O retorno era assinalado com uma pulseira flourescente, apropriada para o ambiente noturno e no regresso continuei a acelerar e já devia estar com um ritmo perto dos 4:10 min/ km, que mantive (tenho de arranjar um desses relógios com GPS e outras modernices...
Devo ter terminado perto dos 4:05 ao km!
No final ainda deu para um sprint, e passar dois ou três atletas, mesmo não ganhando nada com isso... só porque sim! :)

Terminei os cerca de 6250 metros em 27:20 pelo meu cronómetro... e fiquei em 25ª no escalão, entre 61 atletas.

No final, a organização (sem falhas) foi engenhosa e orientou os participantes por entre uns "esses" de barreiras, encaminhando-os para umas bem merecidas águas e para um brinde simpático, na forma de um copo de cerâmica com as inscrições  "SeixalNightRun 2015". Tudo do grátis! Muito simpático!

Para o ano há mais... tenciono repetir, desta vez mais bem posicionado na grelha da partida!

Hasta!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Seixal Night Run 2015

Boas!


Eu bem quero acalmar a cena das corridas... mas as provas perseguem-me! Grandas melgas... deslarguem-me, pá :)


Esta prova é à porta de casa, na baía do Seixal, com partida às 22h30 e são só 6 km!
E ainda por cima à borla! Irresistível! Mais sex-appeal junto... não há!


Mesmo com os poucos treinos que tenho feito, e a meio gás, lá terá de ser! E como estava com dúvidas sobre a minha forma atual, ontem realizei um teste num treino de 6,4 km em 30:43 min.
Senti-me bem, e apesar do calor que estava às 6 da tarde, consegui manter um ritmo jeitoso e acabar forte, por isso, siga para Bingo!


Como a prova é já na próxima sexta-feira,  vou ter que alterar pequenas rotinas e cortar com a bejeca e com as caipirinhas até lá! Disciplina total, pois os últimos tempos têm sido uma Vida Loca :)
E depois.. férias (digo eu)!


Hoje é o último dia de inscrição... Seixal Night Run

Hasta









quarta-feira, 10 de junho de 2015

Corrida do Sal 2015 - rescaldo



 Foto retirada do blog da prova: http://provadosal.blogspot.pt/
 
 
O dia amanheceu cinzento e fresco em Fernão Ferro e fiquei mesmo contente por esse facto! Até fui passear o cão de casaco! Tótil... depois do calor que tem estado, este era um grande dia para correr os 10 km na zona ribeirinha de Alcochete!
Mas, já no carro e conforme me fui aproximando de Alcochete, as nuvens foram-se dissipando e estava um belo dia naquela zona... para a praia, com muito calor e com imensa gente na praia dos Moinhos, que eu desconhecia. Pronto, lá vai ter que ser com calor, o que se há de fazer?
A Praia dos Moinhos tem um enorme areal, uma boa esplanada de apoio e as ruas arranjadinhas e bonitinhas ao seu redor! Sim senhor, hei de ir ali mais vezes!
E a prova? Bom, a prova é difícil e... pitoresca! Gostei de tudo, desde a simpatia da organização, ao percurso, aos abastecimentos estratégicos em locais onde "agora sabia mesmo bem uma aguinha!", tudo bom! Adorei a partida! Nada de apitos, buzinas ou pistolas - ouviu-se um "BORA" e a malta começou a correr! Fantástico! eheheh... melhor, só se fosse um "Ao ataque meus bravos!" :)
A partida é efetuada na praia, no meio de veraneantes, que aplaudiam os atletas a iniciarem a corrida na areia solta, areia esta que só terminava ao fim de uns 100 metros, onde entrámos em terra batida. Isso fez com que o início fosse calmo e controlado, pesado até! Encontrei algumas dificuldades pelo percurso que obrigavam a abrandar, mas nada de especial... uma vala, alguns caminhos com muita erva seca, o calor sufocante na zona da Ponte Vasco da Gama e os dois últimos quilómetros na praia, apesar da maré a vazar. A areia não estava assim tão rija e travava o andamento numa altura em que comecei a sentir algumas dificuldades físicas. A parte final já foi um pouco penosa!
Perto da meta, encontrava-se um singular "placar de classificação", na forma de um miúdo, que sentado na areia ia dizendo aos atletas a sua classificação... 22º, disse-me ele! Espetáculo! Confiei na sua certeza, apesar de ainda não haver classificação geral no "saite". Ainda não sei quantos terminaram a prova, nem a minha posição no escalão M45, mas no início existia uma listagem de participantes com 120 atletas, pelo que fiquei contente com esta prestação!
Na meta e à sombra, haviam águas, bananas, laranjas com fartura para os atletas que iam chegando, e uma simpatia enorme da organização! Parabéns!
Levei para casa algumas lembranças, incluindo um pacote de sal da zona de Alcochete e uma enorme vontade de repetir a prova!
Tenho um único reparo a fazer... tentar realizar esta prova numa altura mais fresca do ano!
 
E pronto... finalmente estou de férias das provas e agora as pequenas corridas que vou dar, serão só para manutenção!


Editado:
Classificação individual - 23º na geral e 8º no escalão M45. Tempo: 50:06 minutos



Classificações


Novamente editado: No blog Maria Sem Frio Nem Casa obtive a informação que a prova teve 10720 metros, o que me deixa mais contente em relação ao tempo realizado.
 

Hasta!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Corrida VW 2015

Boas!

Objetivo cumprido!
Como ansiava, fiz a prova abaixo do planeado ritmo de 4:50 min/km, correndo com média de 4:41... e cumprindo os 12.5km em 58:37 minutos!
Não é nada de especial no que respeita a performances, pois até numa meia-maratona já andei mais rápido... mas, puxando a brasa à minha sardinha, estava mesmo uma brasa durante a prova e eu parecia uma sardinha :) 
Durante a corrida, era vê-los a encostar à berma para aproveitar uma sombra de uma árvore ou de uma casa e até os participantes mais baixos andavam ao lado dos mais altos. OK, este último exemplo foi um exagero! :)
Mas estava quente, muito quente, a rondar os 30º, e sem vento, o que tornou esta prova mais difícil e  isso só reforça a satisfação de a ter cumprido em razoável prestação!

Desta vez deixei o carro na Autoeuropa e fui no autocarro de "excursão ao presunto" a Palmela. As excursões da VW são muito bem organizadas! Mas que bela viagem a ouvir histórias de corrida. A malta quer é conversa, não haja dúvida... isto da corrida é só um meio para atingir um fim! Alguns até chegam a casa a cheirar a cerveja, o que poderá ser estranho... mas adiante!

Antes da partida, junto ao Castelo, por ser alto, havia uma brisa e até se estava bem, o que contrastava com o que iríamos sentir a seguir, ao descer a encosta do Castelo.

Parti com os colegas de equipa dos Corre @ Correr , o Carlos e a Catarina, que iriam fazer a prova juntos, com o Carlos a ajudar a Catarina, mais rookie nestas andanças. Controlei a descida a um ritmo seguro e passei a placa do 1 km com 5:11 minutos.  A partir daí aumentei progressivamente o ritmo de km em km até um ritmo que me permitisse cumprir a prova sem problemas, tendo em atenção o calor que se sentia. Na zona da Quinta do Anjo começou a sentir-se um calor enorme e o pelotão já nem falava... e se alguém dizia alguma coisa, era para se queixar do calor!
O percurso teve uma alteração em relação ao ano passado, que nos livrou de uma subida tramada, substituindo-a por outra mais acessível e gostei mais desta edição, com melhores pisos e paisagens.
Levei dois géis do tipo Power/Hiper/Mega /Boost Energy, da Isostar, pois já imaginava que iria necessitar de um empurrão, dadas as minhas habituais dificuldades com o calor e a atual forma. Seria um para o abastecimento dos 4km e o outro para os 8km. Senti que estes funcionaram e que foram uma ajuda preciosa, não deixando a máquina ir abaixo.
Na parte final da prova o calor estava insuportável. Alguma malta que ia ultrapassando estava de rastos... notava-se bem a forma arqueada do corpo e a respiração não enganava!
A zona mais quente por onde passámos foi num dos estacionamentos ao ar livre onde a VW armazena os carros recém-produzidos. Aí o sol batia de chapa, sem vento, e acredito que nesse local a temperatura rondasse os 40º. Até se viam ondulações de calor junto ao chão, no horizonte... e uns lagos... e um rio...  ou não, talvez fossem miragens...
Foi a fase que me custou mais até entrar na fábrica propriamente dita, onde a sombra atenuou um pouco os últimos metros da corrida.
Terminada a prova, estava muito estafado, mas já me senti com mais dificuldades noutras provas.
No final ainda vi alguns alguns casos de desmaios e vómitos, com malta a ser assistida pelas equipas de emergência.

Quanto aos meus colegas de equipa, chegaram de mão dada, felizes pelo facto de a Catarina ter cumprido a sua 2ª prova desde que anda nestas lides, com o tempo de 1:12:50 horas. Nada mau para a nossa rookie! Mas com uma ajuda como a do Carlos, torna-se mais fácil! Parabéns aos dois!

Um episódio curioso no final da prova... quando saí da zona da meta, cruzei-me com o vencedor da prova, o Nelson Cruz, que só conheço de vista e perguntei:
- "E então, uma vitória?"
- "Sim, ganhei" respondeu ele com um sorriso!
- "Boa, Parabéns!"
- "Obrigado! A tua, correu bem?"
- "Sim, estou cansado, mas correu bem! Força!
- "Força"
Foi um breve momento, mas deu para confirmar o que já tinha ouvido deste campeão, de quem o conhece. É humilde e afável! E ganhou a prova com 38:00 minutos com um avanço de quase 3 minutos para o 2º!
3:02 min/km! Xiça!

Terminaram cerca de 1830 atletas e eu fiquei em 363º.
Como parti no último terço do pelotão, fiz uma prova de trás para a frente! Gostei!

Em relação à organização, na minha opinião esteve bem, desde as inscrições até ao final. A única situação digna de registo e que a organização teve de contornar foi o atraso de 10 minutos na partida, para esperar pelos últimos autocarros de atletas, mas informou os participantes na partida e lamentou o sucedido. Estão desculpados!

Para o ano há mais VW e agora... agora estou de férias da corrida no que respeita a provas, até Setembro/Outubro.

Hasta











 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Meia Maratona EDP 2015

Boas!



Então sai mais uma história, esta mais atual pois é da prova de ontem, a Meia Maratona EDP 2015.

Era uma vez.... um dia que estava lindo quando acordei, bla bla bla, tomei o pequeno almoço e blá blá blá, e lá fui para o centro-sul, de onde ia a pé para a portagem!

No Centro-Sul, onde cheguei cedo por causa do corte do trânsito, tencionava subir a auto-estrada a pé até à portagem, aproveitando o corredor que estava criado pelas autoridades para afunilar o trânsito, tal como fiz noutras edições. Népia! Não se pode passar por aqui, responderam-me os Srs. Polícias... OK, sendo eu nascido e criado na Cova da Piedade, conheço bem a zona e atalhei até ao Pragal, pela Ramalha. Vou eu a subir, e noto que vou muito levezinho nas mãos...  xiça, esqueci-me da água que normalmente levo para ir bebendo antes das provas e que agora já vai a caminho de Lisboa!
Cheguei ao Pragal com a boca seca e lá fui cravar um copo de água a uma pastelaria! Isto começa bem! Para me proteger do frio matinal, levava uma poncha de plástico que me ofereceram numa prova e quase parecemos uns doentes à espera de entrar para o bloco operatório. Isso torna a coisa cómica e ouvem-se uns comentários. Assim foi quando entrei na pastelaria! Parecia um bandido a entrar num Saloon do Oeste... só faltaram as portas oscilantes e a cena estava montada!
Chego à praça da portagem bem cedo, pelas 09h15 e fico por ali à espera da malta conhecida.

Reunida a malta e prontos para a partida, que para não variar foi feita lá de trás do pelotão, chegou a hora do início da prova!
Levei 7 (sete) minutos a chegar à partida e adivinhava-se um longo serpentear pelos atletas durante o tabuleiro da ponte.  O Ricardo, que não tem corrido ia fazer a prova comigo, mas na partida perdi-o de vista e já só apanhei em Santos... e a partir daí andámos uns 10 km juntos até ele ter de parar devido a uma dor no pé, que se veio a verificar que seria uma bolha. Pois.. não corres, os pés desabituaram-se!!!
Antes disso, ainda em Alcântara passo pelo Vitor  e pela Isa dos 4 ao km, e apresento-me...
- Bom dia, tudo bem, não me estão a conhecer? Sou o Luis Estêvão, acompanho os vossos blogues!
Nem perguntei se o pé da Isa estava melhor (sorry), desejei uma boa prova e continuei em busca do Ricardo!

Perto dos 13 km, altura em que o Ricardo parou, íamos lançados talvez demais para os dois, por razões diferentes, e com um ritmo perto dos 4:30 min/km, para tentar recuperar algum tempo perdido na ponte. Mantive ainda esse ritmo por mais uns 3 ou 4 km, onde "dei o berro", perto dos 17, 18 km. Aí tive que diminuir para permitir aguentar o final da prova. O calor e a humidade estavam também a ajudar a fazer mais mossas a mim e a outros participante, e como é conhecido pelas notícias, isso trouxe consequências trágicas para um participante alemão. No final de prova passei por 3 participantes que estavam a ser assistidos por equipas de emergência! Eu próprio tive que me sentar no final da prova, pois estava a sentir-me muito ofegante e fraco. A preparação para esta prova não foi a melhor, com paragens de algumas semanas, e a medicamentação para a sinusite/rinite durante a semana antes da prova também sacaram algum rendimento e enfraqueceram-me.

Este ano fui surpreendido na zona da Meta, com aquela parafernália de corredores e filas para as bananas, águas , medalhas, gelados, que atolharam a zona da saída da prova e que fizeram com que demorasse cerca de 15 minutos para conseguir sair dali...

Para a história fica o registo de 1:48:16.

Ficou também uma vontade de refletir sobre a participação nesta meia maratona e noutras, que me obrigam a treinos mais longos do que eu deveria fazer, pois baixam-me as defesas do organismo, abrindo a porta para os meus problemas crónicos da esfera ORL.

A próxima é a Corrida VW, em Maio, com 12.5 km, uma distância mais ao meu gosto!

Hasta





   

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