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terça-feira, 26 de abril de 2016

O 25 de Abril do Aluminioman

Boas!


Antes de mais, um ponto prévio: Aqui o Aluminioman está para o Ironman como o Batman está para o Superman! Ou seja, é facilmente batido, pois os seus super-poderes são... inferiores! Toda a gente sabe disso! Superman é o maior, não dá hipótese! Nem sei como fazem filmes disso... PFFF!

De qualquer modo, este Aluminioman decidiu ter um dia 25 de Abril... Super!


O Aluminioman acordou cedo e pensou: "Hoje é um bom dia para pegar na máquina de alumínio e pedalar por aí a combater o mal!!!
Tomou o seu pequeno almoço de super herói,  chamou o seu aliado na luta contra o mal, o Aluminiodog, meteu-lhe a trela e foi fazer uma primeira ronda em busca dos vilões! Percorreu cerca de 2 km a pé e nem sombra deles! O dia ameaçava uma temperatura acima do normal e talvez por isso os vilões já estivessem recolhidos nos seus covis!
Aluminioman pensou:" Se calhar já me toparam o esquema..." vou mudar de tática!


Aluminioman calçou os ténis de corrida, e andou disfarçado de atleta durante um jogging de 30 minutos, pelo mato, à procura da malandragem. Nada!


Aluminioman, já bem aquecido e farto de gastar sola, voltou a casa, vestiu o seu uniforme, que não tem capa, montou-se no alumínio e pedalou, pedalou, pedalou... e nada! Ao fim de cerca de 1 hora a trilhar caminhos, decidiu mudar de estratégia e saiu dos trilhos. O Aluminioman não teme nada, mas o caminho muçulumano "Al-Catran" é perigoso e não é do seu agrado! Ainda assim, Aluminioman seguiu nesse caminho em busca dos vilões... até que, encontra centenas de Aluminioman, também eles a combater o mal! Estranhamente, todos usavam uma camisola laranja, que tinham umas letras a dizer XXII Passeio de Cicloturismo de Fernão Ferro! Foi a forma que aqueles Aluminioman's encontraram de ir combater o mal, sem se desmascararem e apanhar os vilões desprevenidos!
Aluminioman encontrou vários companheiros de luta seus conhecidos no pelotão e acompanhou-os na missão! Havia Aluminioman's de todas as formas e feitios assim como máquinas de alumínio e outros materiais estranhos e inovadores ! Alguns participantes eram bastante pequenos e até tinham Gadgets estranhos nas suas máquinas de alumínio... disseram-me mais tarde que eram rodinhas de apoio! Hum... estes futuros Aluminioman's vão estar melhor preparados no futuro que esta atual geração!
Aluminioman acompanhou o pelotão até ao final e já com a conversa em dia, fez pisca-pisca e seguiu o seu rumo na luta contra o mal! No pelotão ouviu-se um grito colectivo: "Força Aluminioman!!!". Moralizado Aluminioman acenou e voltou aos trilhos para terminar a missão! Fez mais uma dezena de kms e foi para casa.


À tarde, enquanto Aluminioman descansava um pouco, ouviu falar num ajuntamento numa Festa da Espuma e Garraiada em Fernão Ferro! Aluminioman ficou desconfiado foi checar o ambiente em busca da malandragem! O ambiente estava animado, com seres estranhos cheios de espuma de alto a baixo! Noutro local haviam jovens a levar marradas de um vitelo, mas vilões... nada! Aluminioman também controlou os movimentos de algumas pessoas com cravos vermelhos ao peito... seria um código... um símbolo de uma seita? Hum...


Foi então que a Aluminiowoman se vira para o Aluminioman e disse: "vamos pedalar e procurar os vilões?"
O Aluminioman, embora lhe apetecesse um sofá fofinho e aconchegante para o final da tarde, nunca vira as costas à luta e disse:" Claro que sim, vamos nessa!"


Aluminioman e Aluminiowoman vestiram os seus uniformes, pegaram nas suas máquinas de alumínio e foram pedalar no final de tarde durante cerca de uma hora, em busca dos vilões!
Apesar de agradável, foi mais uma busca infrutífera!


Aluminioman teve um dia em cheio e sentiu-se realizado no final do dia! Caminhou, correu e pedalou duas vezes!


Os vilões que se preparem, que Aluminioman está a ganhar forma! :)


Hasta





quinta-feira, 12 de março de 2015

A lição do treinador José Araújo!



 


 José Araújo.
 
 
Mais uma história para partilhar, desta vez num misto de visita ao baú e homenagem  J
Vou aqui recordar um episódio com o meu antigo treinador José Araújo.
Foi ele que me orientou enquanto atleta iniciado, juvenil e júnior, naquela idade da adolescência, em que uma pessoa tem a mania que é o maior, que sabe tudo e se quer afirmar no mundo. Foi uma sorte e uma mais-valia “apanhar” alguém com a tarimba daquele senhor para acalmar as animosidades próprias da idade! O treinador José Araújo é uma daquelas pessoas humildes e divertidas, mas apesar disso tinha uma presença forte e inspiradora! Aparecia sempre com uma boa-disposição “marota” e sabida! Contagiante! O nosso grupo até era bem comportado, mas havia sempre aquela irreverência própria da idade, que de tão natural, só é constatada por quem está de fora a ver! Apesar da exigência, nunca se chateou com nenhum de nós e manteve sempre a rédea controlada!
José Araújo foi um atleta de relevo em maratonas nos anos 50 e sobre ele vou incluir aqui algo que encontrei na net e que copiei:
“José Araújo foi, antes do triunfo olímpico de Carlos Lopes, o atleta português que melhores classificações obteve nas maratonas das grandes competições internacionais: 8º no Europeu de Berna- -1954; 14º no Europeu de Helsínquia-1958. Tinha 30 anos (n. 3-9-1924) quando brilhou em Berna, acompanhando os primeiros até aos 38 km de prova. Nesse ano, conseguira o primeiro dos seus cinco triunfos consecutivos na Maratona Nacional.
Ele seria o primeiro português a baixar das duas horas e meia na maratona, chegando a um recorde nacional de 2.28.40,6.
Num país com tradições na maratona, eram mesmo assim raros os atletas que nos anos cinquenta se aventuravam na distância. E o desconhecimento de métodos de treino para a maratona era generalizado. Araújo chegou a correr 52 vezes 200 metros, com outros 200 metros a andar e a fazer treinos do Campo Grande ao Estádio Nacional e volta.
A par das maratonas, José Araújo fez provas de pista. E, em 1954, correu 30 km (75 voltas), estabelecendo os recordes nacionais de 15, 20, 25, 30 km e uma hora em pista, com marcas que seriam batidas apenas 23 anos mais tarde, por Armando Aldegalega.Terminada a carreira, Araújo ficou ligado ao atletismo, a treinar os jovens fundistas.”
E a minha história remonta a 1984, num desses treinos…
Durante o treino disse: “Já não participo em nada há uns 20 anos, vou com vocês correr a Corrida do Tejo! (1984)”.  Ficou tudo estupefacto! O velhote ainda queria correr numa prova?  
“Amanhã, vou rolar com vocês! Falta uma semana e meia, vou fazer alguns treinos!”
Perante tal novidade, ó meus amigos, a malta no dia seguinte não iria faltar! Com tantos treinos a levar na cabeça, e a esforçarmo-nos sob as indicações do mister, era a nossa vez de puxarmos por ele! Vais ver como nós andamos, ó velhote! :)
Se hoje, com 46 anos o meu andamento médio num treino anda por volta dos 5:05 min/km, imagino que na altura, com 15/16 anos eu andasse mais rápido alguns segundos, alguns mesmo!!! Para o nosso treinador de 60 anos nos acompanhar, teria que se esforçar! Ia ser desumano! eheheh
No dia seguinte lá estávamos prontinhos para o treino com o treinador, literalmente! Seríamos os 5 ou 6 do costume, mais o “mister”!
Arrancámos todos, com a novidade de um “estranho” companheiro no pelotão e logo nos primeiros instantes reparámos que o treinador ainda apresentava uma leveza de passada impressionante, apesar dos seus 60 anos.
Arrancámos da 2ª circular em direção ao Campo Grande, com passagem pela Cidade Universitária e volta, dando um percurso de ca. 10 km. Ao fim de cerca de 2 km, já mais ou menos embalados e aquecidos, inesperadamente quem toma a iniciativa é o “mister” e começa a puxar por nós, aumentando o ritmo! Foi tipo um estalo! Zás! Que grande chicotada no ritmo! “Então, mas o homem, o velhote, não corre há tanto tempo e anda aqui a abrir?” “Quererá se armar em bom ou quê? Nós é que temos 15 anos pá!”

Escusado será dizer o que já se adivinha… levámos todos uma esfrega tal, que lembro-me de na volta, a cerca de 1 ou 2 km do ponto de chegada eu e mais dois companheiros termos ficado para trás umas dezenas de metros, por não conseguir acompanhar aquele andamento diabólico! Olha o velhote, hein???
Talvez nos tenha querido dar uma lição, a nós adolescentes, donos do mundo e arredores? Se calhar foi isso. Mas que lição nos deu!
No final, no balneário a malta não falou muito do treino, acho eu…
 
E agora perguntam-me: “E então como lhe correu a Corrida do Tejo? Ele ficou à tua frente?”
R: “Eh pá... não quero falar disso, OK? “
Hasta


segunda-feira, 9 de março de 2015

A vitória no Cangalho!

Boas!

Uma vez que já recomecei a treinar, vou terminar a trilogia de histórias, porque depois vou estar concentradíssimo como o Futre, e não vai dar! :)

Esta é mais uma viagem aos meus tempos de juvenil/junior e desta vez nos regionais de pista da Associação de Lisboa, no velhinho Estádio de Alvalade! O ano deve ter sido por volta de 1984/1985...

Durante esses regionais de pista, iria competir nos 800 e nos 1500 metros. No dia dos 800 metros tinha de acabar a prova e seguir diretamente para um batizado e já só chegaria a tempo do comes e bebes, que teria lugar no popular e conhecido Restaurante O Cangalho, na zona saloia (ouvi dizer que fechou há alguns anos).
Para me apoiar na prova, nas bancadas tinha os meus pais e irmã.
Fazendo um aparte, esclareço que a minha carreira como atleta foi sempre mediana, pois apesar de esforçado não conseguia atingir aquele nível para vitórias ou grandes marcas. Por vezes lá contribuia com pontos para a equipa e já não era mau.

Naquele dia, lá estava eu para correr na estranha pista de tartan verde, a única do género em Portugal, e esperei a minha série, que era definida pelos tempos ao júri da prova. Nas inscrições para a série, feitas no local, a malta às vezes aldrabava um bocado os tempos para serem incluidos em séries mais rápidas, um pouco o que se passa hoje com as provas populares e as caixas de partida. Eu nunca o fiz, dei sempre o meu melhor tempo na distância, mas se fosse hoje daria uns segundos a menos, para ter melhores resultados, mas... adiante.
Dá-se a partida, e lá vou eu no pelotão para as duas voltas à pista. Os 800 metros são uma prova lixada, pois é feita no limiar do anaérobico e princípio do aeróbico, mas esta série estava lenta e na 2ª volta, para conseguir um melhor tempo decidi atacar a liderança e já não a larguei, terminando em primeiro. Tinha ganho a série, mas apenas seriam apurados os melhores tempos para a final, o que não consegui.
Entretanto na bancada, a família festejava a vitória como se eu fosse campeão.
O que estava combinado era que assim que eu despachasse a minha prova os meus pais avisariam para o restaurante, pois iriam tentar adiar um pouco o serviço para nós chegarmos a tempo. Assim foi e enquanto eu me equipei, isso foi feito via telefone, com a  surpreendente informação extra que eu tinha ganho a prova!

Chegados ao restaurante, entrámos e imediatamante oiço o artista de serviço que estava a cantar, que  interrompe a cantoria e anuncia " Uma salva de palmas para o nosso campeão, que acabou de vencer uma corrida em Lisboa. Parabéns Luis!".
De repente, cerca de 120 pessoas começam a aplaudir a minha vitória, que sabemos não ter sido bem assim. Alguns, já com umas entradas espirituosas no bucho, estavam bastante efusivos e ainda me deram uns abraços apertados!
- Mas... mas... eu não ganhei nada!", dizia eu à família! "Só ganhei a série!"
- "Ganhaste a série? Parabéns, pá! Temos campeão!!!"
Não adiantava... eu tinha ganho a prova e ninguém os convencia do contrário.
E enquanto eu percorria a sala, que era enorme, com capacidade para umas 300 pessoas mais o palco, e me ia dirigindo para o meu lugar na mesa, eu ia sendo aplaudido entusiasticamente como se fosse um campeão do mundo! "Então é assim que se sentem os campeões?" pensava eu...
Restou-me acenar e agradecer! :)

Às tantas, durante a festa, desisti de explicar um a um que o que tinha acontecido era uma simples vitória numa série e comecei a disfrutar dos louros! Que se lixe! Não traria grande mal ao mundo.
Foi assim  até ao final, com os alguns convidados, na sua maioria desconhecidos, que iam passando por mim e dando os parabéns! "Obrigado, obrigado...!"
Foi um dia de glória...

Foi assim que fui Campeão no Cangalho!

Hasta



 

sexta-feira, 6 de março de 2015

O treino do bacalhau crú!


Continuando a saga do "Enquanto não se treina... vai uma história?", fica mais uma para ir excercitando os neurónios e os dedos", e motivando o resto.

Esta é mais uma viagem aos meus tempos de juvenil, que saquei do baú!

Um certo dia de Outono, num final de um treino o treinador informou-nos: "No próximo Domingo vamos treinar para o as dunas no Guincho! - Ponto de encontro: PSP da Ajuda às 08h30!"
E sem adiantar grandes pormenores, pediu para a malta não faltar.
A malta ficou curiosa, mas com dunas pelo meio já se adivinhava um treino forte e duro! Isso era uma certeza, mas haviam dúvidas no ar.... "Vamos a correr da Ajuda até ao Guincho??? PSP? Equipamos onde?

E no dia e local marcado lá estávamos uns 6 ou 7, cheios de frio e à espera da "ação"! O nosso treinador ainda não tinha chegado e entretanto íamos sendo abordados por alguns polícias que entravam e saíam do quartel e nos viam equipados de fato de treino - "Bom dia, então, estão em forma ou quê?", "Preparados?"!
Ficámos ainda mais expectantes. Mas estes polícias conhecem-nos de onde?

O treinador chega e após cumprimentar a malta vai ao quartel falar com os polícias! Mais mistério!!! Afinal o ponto de encontro ali marcado tinha alguma razão de ser.
Alguns minutos depois sai e aparece também uma carrinha da Polícia, uma daquelas Mercedes com lugares atrás tipo brigada Swat, com bancos corridos ao comprido.
"Bora, subam, tudo lá para dentro!"
Parecia a "ramona"!

Finalmente o mister adiantou: "Vamos com a Polícia fazer o treino de dunas no Guincho!"!
AAAHHHHHH OK!
Lá fizémos a viagem até ao Guincho, nós juvenis e ainda uns miúdos um tanto ou quanto envergonhados, numa camioneta entre polícias, já homens feitos. Visto de fora deve ter dado uma imagem típica de polícias que apanharam uns miúdos a transgredir e foram dentro! :)

Chegámos ao Guincho e o tempo não estava nada agradável, com alguns chuviscos e bastante vento. Se a meteorologia não ajudava, o percurso também não ia colaborar, pois seria todo feito na areia e dunas do local.
Assim foi, durante cerca de uma hora, subimos e descemos as dunas e percorremos a praia,  para voltar a subir e descer as mesmas dunas repetidamente. A areia não ajudava nada... pelo contrário!Muito duro, duríssimo este treino, mas muito bom para a pernoca!
Era a pré-época do corta-mato e este era um treino para ganhar força, por isso o treinador não deixava a coisa abrandar - "Vamos, mais rápido!!!"
O pelotão compacto, constituído por nós e pelos polícias, que também eram atletas, foi-se dispersando e o esforço foi fazendo mossa e separando o pessoal. Lembro-me de no final do treino estar bastante desgastado! Subir dunas de areia solta é um esforço brutal, um treino para cavalos! Que bem que soube parar no final...

Terminado o treino e como o tempo estava agreste, fomos logo para a camioneta da "ramona" e lembro-me que eu e o resto do pessoal estávamos com uma fraqueza e uma fomeca tão grande que só pensávamos em chegar à Ajuda e enfiarmo-nos numa pastelaria qualquer!
Nisto, os polícias, tudo pessoal porreiraço e bem disposto, sacam de umas caixas de fruta e de postas de bacalhau (!) que devem ter trazido da dispensa do quartel... :)
Sirvam-se à vontade, disseram!
Eh pá.... cinco estrelas! Eu que nunca tinha comido bacalhau crú, agarrei-me logo a uma postazita bem parecida e comecei a trincar! Maravilha... que Pitéu dos Deuses! Até me babei todo! Aquele sal.. aquela fibra! Hum....
As peras e maçãs também foram devoradas com igual satisfação, com caroços e tudo!

Chegados à Ajuda, e como o caminho para casa ainda era longo e metia uma série de transportes, fui reabastecer à pastelaria na mesma! :)

Um abraço para os Polícias da Ajuda, que preparam um bacalhau crú como ninguém, pois nunca mais comi bacalhau crú na minha vida!

Hasta





 

terça-feira, 3 de março de 2015

Era uma vez... uma placa de sinalização!




Na falta de treinos... e para distrair a alma, venho aqui partilhar o que se passou há muitos anos num treino na 2ª circular. Outro dia lembrei-me disto e até contei a um amigo. Tenho de o postar, pensei!
Histórias de corrida são como as dos pescadores... há muitas e todos temos, mas existem aquelas que são tão caricatas que nunca mais se esquecem.

O que eu venho partilhar aqui, passou-se quando eu era um atleta juvenil, com 15/16 anos. Na altura eu ia para Lisboa treinar ao final da tarde, depois da escola, ou quando os horários permitissem. Depois dos transportes da Rodoviária e Carris, lá chegava finalmente e no Inverno os treinos eram sempre noturnos àquela hora, perto das 19h00.
Num desses dias, na companhia de outro atleta juvenil, o Paulo, rumámos do Estádio da Luz em direção à 2ª circular e em direção ao Estádio de Alvalade, para cumprirmos uma ida e volta de cerca de 30 minutos. Devido à poluição este não era um local muito utilizado por nós, pois normalmente íamos para o lado contrário, para o Monsanto. Mas naquele dia para não andar às voltas na pista fomos para ali, porque o Monsanto à noite não é convidativo!
O Paulo e eu entrámos para o clube na mesma altura, tínhamos um andamento parecido e nas provas, as distâncias preferidas e que corríamos eram as mesmas, os 800 e 1500 metros na pista e os corta-matos! Era normal treinarmos juntos muitas vezes!
Nesse treino, e já no regresso, íamos correndo no pequeno passeio cuja largura só dava para nós dois e em contramão, ou seja, com os carros a vir de frente. Quem conhece a 2ª circular, sabe que é um trânsito infernal àquela hora. Muitas luzes a ofuscar a vista...!!!
De repente, enquanto conversava com o Paulo, com o habitual bla bla bla e o andamento e o ritmo e tal... oiço um som CATRÁS (!) e enquanto falo, olho para o lado só vejo escuro, pois deixo de ver o Paulo!!! Oi? Uns 3 ou 4 metros à frente páro, olho para trás e vejo-o sentado no chão e com a mão na testa! O Paulo tinha batido com a cabeça numa placa ou sinal indicador de localidade e devido a um espetacular efeito-mola ficou sentado no chão! Talvez devido às luzes dos carros ele não se tenha apercebido do sinal, por ofuscação! Uma cena à Fail Army!

De início deu-me vontade de rir, mas logo me apercebi que ele, ao destapar a testa, tinha a mão com sangue!
Rapidamente fizemos um mini-diagnóstico e chegámos à conclusão que o melhor seria eu ir buscar ajuda ao clube, pois tinha um corte com cerca de 2,5 cm na testa! Lá fui em ultra-speed no último quilómetro para avisar o meu treinador, o Sr. José Araújo, que providenciou ajuda para o Paulo!
O Paulo foi para Hospital onde levou 2 ou 3 pontos!
Imaginem agora a reação dos outros companheiros de equipa quando souberam da história, que contámos inúmeras vezes! E pediam para repetir! eheheh
Os comentários eram inevitáveis!
- "Cuidado com esses dois, estão cá com um andamento!"
- "A que velocidade é que iam?" :)
- "Ali a velocidade máxima é 50 km/h!"
- "Mister, nós não vamos com eles, andam muito!"
E outros comentários que não me recordo agora...
Durante algum tempo, e enquanto o Paulo andou com o penso na testa, a coisa foi animada e relembrada!
Depois a história passou... até o outro dia, que a fui buscar ao baú!
Perdi o rasto ao Paulo, nunca mais o vi. Quem sabe lê um dia esta história ou algum próximo o faça e a malta ainda se encontra! Um abraço para ti Paulo!

Hasta

Setúbal Open Water 2023

A Nadar Novamente! Após uma primeira experiência em 2022, repetimos a participação na prova de natação em águas livres do Setúbal Open Water...